Marketing Digital
O que a gente aprende operando campanha todos os dias
Não, ele não é Gus Fring de Breaking Bad. Ele é Antón Castillo, o vilão de Far Cry 6. É isso mesmo: o grande astro de Breaking Bad foi escalado para uma franquia de videogame.
Isso já dá uma ideia do tamanho da indústria de games. Em 2025, o setor fechou perto de US$ 197 bilhões, segundo a Newzoo — um crescimento de 7,5% sobre o ano anterior. São 3,6 bilhões de jogadores no mundo, o equivalente a mais de 60% de todo mundo que tem internet.
Para comparar: games faturam mais que a indústria do cinema e a da música somadas. Não é empate, é sobra.
E o dado que mais me impressiona é outro. O filme de maior bilheteria da história, Avatar, arrecadou cerca de US$ 2,9 bilhões. Parece muito, até você olhar para um único jogo: GTA V, lançado em 2013, já passou de 215 milhões de cópias vendidas e acumula perto de US$ 10 bilhões somando vendas e o GTA Online. Só nos três primeiros dias, faturou US$ 1 bilhão.
Repare que estou falando de um jogo, não de uma franquia inteira. E o GTA VI, previsto para 2026, tem projeção de US$ 1 bilhão só em pré-venda.
Os gigantes da internet perceberam isso faz tempo. A Amazon comprou a Twitch em 2014, e a plataforma virou o centro do streaming de games. A Microsoft é dona do Xbox. O Google, do YouTube — que hoje disputa audiência de live gaming de igual para igual. Sem contar Kick e TikTok, que entraram na briga depois e cresceram rápido.
Sou pai. E se você for pai ou mãe como eu, não se assuste quando fizer aquela pergunta clássica — “o que você quer ser quando crescer?” — e ouvir “streamer”, “jogador profissional” ou “desenvolvedor de jogos”.
Não é fuga da realidade. É um setor de quase US$ 200 bilhões que a Newzoo projeta chegar a US$ 206,5 bilhões até 2028. Considerando hardware, esports e realidade virtual, a PwC estima US$ 300 bilhões até 2029.
O sonho mudou de endereço. A conta é que ficou boa.
Gustavo Pedrazza — CEO na Sensorial WebHouse
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